Ciclo da Vida

As situações das quais você foge nunca acabam por vc fugir. Não importa o quanto se corra dos problemas: eles sempre voltam a bater em sua porta. E as coisas não seriam diferentes naquela noite de domingo, fria como o inverno que batia à porta. Daniella estava em sua cama, vendo um filme velho, enrolada no seu cobertor, comendo pipoca até pegar no sono. Mas o sono não vinha... As horas passavam e o sono não chegava.

Ela levantou e foi até a geladeira. Tinha uma garrafa de vinho pela metade e ela se serviu. Voltou para o seu quarto quando o telefone tocou. Ela não podia acreditar no identificador de chamadas, mas era ele. Logo agora... Mas por que agora?

Miguel era um bom homem. Estava ao seu lado, era carinhoso e durante todo o tempo que estiveram juntos nunca haviam tido uma briga. Eles já tinham se casado no civil e começavam a preparar as coisas para a cerimônia religiosa e a festa do casamento. Daniella estava grávida, já com a barriguinha aparecendo, e estava tremendamente feliz. Se encontrou nos braços de Miguel, e dali não pretendia sair tão cedo. Ela o amava e ele o amava. Eram felizes e ponto.

Agora ele reaparecera. Depois de tanto sofrimento, depois de tantas lágrimas, Adriano estava por perto novamente. Justo agora. O casamento com Adriano foi perfeito no começo, até que o ciúme e a insegurança estragaram muita coisa. O respeito foi por água abaixo, o carinho desapareceu... As mágoas se tornaram maiores do que o limite de tolerância.

Então ele voltou... Reapareceu... E lhe pediu pra voltar. Ele era sua alma-gêmea, não havia dúvidas, mas ela não queria mais aquele sofrimento todo. Mas, tudo o que é verdadeiro não morre, apenas se cala... E seu coração acordou para aquele amor que dormia em silêncio no fundo do porão do tempo.

A confusão na cabeça de Daniella era mosntruosa. Ela não queria estar longe do seu único amor, mas também não queria perder a segurança que Miguel lhe passava. O celular continuava tocando, e ela não queria atender. Ela foi até a varanda do seu quarto. Décimo sexto andar... O vento cortava seu corpo coberto apenas pela camisolinha cor-de-rosa. Os olhos se fecharam e tudo o que se ouviu foi um barulho seco e oco.

Daniella agora estava em paz.

Mudando a estação...

De repente, o sol resolveu sair do meio das nuvens... O céu não estava mais nublado como antes... A tempestade estava passando... Como um sonho bom, o calor voltou a aquecer o corpo frio... O inverno assolador não é mais o mesmo, a primavera está chegando... As novas flores começam a nascer, os animais saem de suas tocas... A natureza está voltando ao equilíbrio...

O sol veio por si só... Ninguém o trouxe... O triste céu cinza e o inverno rigoroso foram levados pelo tempo... As flores vieram junto com o sol, apenas para deixar o dia mais bonito.... ´

Hoje é possível sorrir...

Hoje

Hoje eu preciso de um café forte, um cigarro aceso e uma música para chorar.
Hoje eu preciso de um abraço apertado, uma roda de amigos e uma mesa de bar.
Hoje eu preciso de uma boa conversa, uma piada sem graça e um jogo de bilhar.
Hoje eu preciso de um livro antigo, uma história nova e um novo lugar.

Hoje eu preciso de um sanduíche de queijo, um filme velho e um travesseiro pra deitar.
Hoje eu preciso de uma lavagem cerebral, uma bronca de uma amiga e um ombro pra chorar.
Hoje eu preciso de um cheiro novo, uma roupa passada e um lugar pra dançar.
Hoje eu preciso de uma bicicleta, uma ciclovia e uma praia para pedalar.

Hoje eu preciso de um pôr-se sol, uma chuva de estrelas e uma noite pra descansar.
Hoje eu preciso de uma chuva de estrelas, de um novo desejo e de um novo luar.
Hoje eu preciso de tudo novo, começar do zero e desencanar.
Hoje eu preciso de uma balada, de um porre e de um remédio pra relaxar.

Hoje eu preciso de uma recomeço.
Hoje eu preciso de um amigo.
Hoje eu preciso de um verso novo.
Hoje eu preciso de um violão.
Hoje eu preciso de uma lavagem cerebral.
Hoje eu preciso de um calmante.
Hoje eu preciso te esquecer.

Memórias

O vento tocava o rosto de Christine, enquanto ela dirigia com a capota de seu conversível totalmente aberta. No banco de trás, algumas poucas malas, com muito poucas histórias para contar do passado que queria deixar para trás. Em alta velocidade, ela cruzava o deserto em seu carro, indo para o Norte, buscando uma nova vida, num novo local, onde fosse a mulher sem rosto e sem passado que sempre desejou ser. Não importava quem iria ficar para trás, ou o que ela deixaria de viver em sua vida de sempre... Ela simplesmente colocou o pé na estrada e preferiu viver no anonimato.

Ela pára em um posto de gasolina. Sai do carro, acende um cigarro, tira os óculos escuros, o lenço do pescoço, o chapéu... Entra na lojinha de conveniência e pede uma Coca-Cola. O frentista termina de encher o tanque, conferir o óleo do carro... Ela termina seu cigarro e, quando se dirige ao seu carro, nota que está em uma pacata cidade, próxima de onde ela deveria estar indo. Cansada por estar atrás do volante a pelo menos uns três dias, resolve fazer uma parada de alguns dias.

Levratti era uma cidade bonita. Christine passeava devagar com o carro até chegar a praça principal, onde estacionou, procurando um lugar para ficar. A praça da cidade era como todas as praças de cidades pequenas: tinha uma canteiro de pequenas violetas, um pipoqueiro, banquinhos... Em volta da Praça de Levratti, havia a Igreja, a mercearia, a livraria, a floricultura e um pet shop. Um pouco mais distante da praça, ficava o hotel, para onde Christine se encaminhou.

Ao entrar no hotel, Christine foi remetida a uma outra época: os móveis, a decoração... Parecia estar no século XIX. Inclusive a roupa dos funcionários do hotel era adeqüada àquela época. Foi quando Christine teve o maior susto da sua vida.... Na sua frente surgiu a dona do estabelecimento: era a própria Christine se olhando num espelho de um tempo que ela não viveu. Ambas pararam, se olharam.... O medo dominava Christine enquanto ela via sua sósia sorrir alegremente. Então ela se apresentou...

"Olá, Christine, bem vinda de volta. Eu sou tudo o que você tenta esquecer. Sou suas lembranças mais doloridas e suas lembranças mais felizes. Sou você, sou seu passado, sou suas memórias... Sou tudo o que você escolheu e tudo que você deixou de escolher. Sou seus medos e suas tristezas, sou seus sonhos e seus pesadelos. Não, minha querida, você não pode fugir de você, não pode fugir de seu passado...."

Lentamente, a sósia de Christine segurou sua mão e a levou até um espelho. Era o espelho de suas memórias. Christine olhou e se viu ali, com quatro anos de idade. Viu seu pai chegando bêbado de madrugada, indo até o seu quarto e a violentando. Se viu com quatorze anos, ainda sendo violentada pelo pai enquanto sua mãe estava em um manicômio e ela cuidava de seu irmão recém-nascido. Se viu um pouco mais velha, tentando suicídio, com apenas dezesseis anos. Se viu sendo mãe aos vinte um e apanhando do pai do seu filho alguns anos depois. Se viu grávida de oito meses, de gêmeos, sendo atropelada às vésperas do Natal, indo parar no hospital às pressas, com seus dois filhos mortos, Giovani e Helena. Se viu indo embora de sua cidade no meio da madrugada após uma briga com seu segundo marido, voltando para casa de seu pai. Se viu fazendo novos amigos maravilhosos, a família que Deus a permitiu escolher. Christine simplesmente se via naquele espelho. Viu seus primeiros amores, suas primeiras desilusões, suas primeiras mágoas, as primeiras vezes em que magoou alguém.... Era ela, era a sua história. Então entendeu que não importava para onde ela fosse, suas lembranças e seu passado iriam com ela. O choque foi tão grande, que Christine desmaiou.

Na sala de trauma, o médico de plantão manda parar os procedimentos de ressucitação. A explosão no posto de gasolina tinha sido causada por um cigarro jogado no chão. O médico coloca a mão sobre a testa de Christine, escorregando suavemente pelos seus olhos, os deixando fechados. Hora da morte: 19:21h.

Metade...

Que a força do medo que tenho
Não me impeça de ver o que anseio.
Que a morte de tudo em que acredito
Não me tape os ouvidos e a boca
Porque metade de mim é o que eu grito
Mas a outra metade é silêncio.
Que a música que ouço ao longe
Seja linda ainda que tristeza
Que a mulher que eu amo seja pra sempre amada
Mesmo que distante
Porque metade de mim é partida
Mas a outra metade é saudade.
Que as palavras que eu falo
Não sejam ouvidas como prece e nem repetidas com fervor
Apenas respeitadas
Como a única coisa que resta a um homem inundado de sentimentos
Porque metade de mim é o que ouço
Mas a outra metade é o que calo.
Que essa minha vontade de ir embora
Se transforme na calma e na paz que eu mereço
Que essa tensão que me corrói por dentro
Seja um dia recompensada
Que o espelho reflita em meu rosto um doce sorriso
Que eu me lembro ter dado na infância
Por que metade de mim é a lembrança do que fui
Mas a outra metade eu não sei.
Que não seja preciso mais do que uma simples alegria
Pra me fazer aquietar o espírito
E que o teu silêncio me fale cada vez mais
Porque metade de mim é abrigo
Mas a outra metade é cansaço.
Que a arte nos aponte uma resposta
Mesmo que ela não saiba
E que ninguém a tente complicar
Porque é preciso simplicidade pra fazê-la florescer
Porque metade de mim é a platéia
A outra metade é a canção.
E que a minha loucura seja perdoada
Porque metade de mim é amor
E a outra metade também.

(Oswaldo Montenegro)

A Banheira

Elisa chegou em casa cansada do trabalho. Abriu a geladeira, pegou um congelado qualquer e colocou no microondas. Estava cansada demais para preparar uma refeição decente. Até porque era mais uma noite solitária, não ia haver convidados para o jantar. Que diferença faria?

O dia tinha sido muito cansativo e Elisa resolveu tomar um banho longo e demorado na sua banheira. Pegou um vinho, colocou uma música suave e largou seu corpo exausto na água quente. O corpo foi cedento aos estímulos relaxantes e ela começou a repassar o seu dia em sua cabeça. O engarrafamento longo e demorado até chegar no trabalho, o trabalho monótono e cansativo, atrasado por horas de falta de concentração. O almoço sozinha, como não poderia deixar de ser. Os longos minutos até a hora de sair. O telefone que não tocava nunca, por mais que ela esperasse um telefonema qualquer. O novo engarrafamento voltando pra casa.

Seus dias eram cada vez mais vazios e depressivos. Elisa estava no piloto automático há algum tempo. A vida havia se tornado um fardo muito maior do que ela podia suportar. Nada mais fazia o menor sentido... Ela havia se afastado dos amigos, havia deixado de gostar de seu trabalho que era a coisa mais importante de sua vida, havia desistido de viver... Ela não sentia mais prazer, mais vontade de viver... Diferentemente de sua amiga Letícia que havia se matado há alguns dias apenas, ela não tinha coragem de fazer o mesmo.

Então tocou o telefone... Era ele. Sim, Elisa, assim como sua amiga Letícia, havia passado por uma grande desilusão amorosa. Por várias vezes ela pensou em se matar... A dor era maior do que sua capacidade de tolerância.... Mas valeu a pena sofrer tudo aquilo por aquele momento ao telefone. Ele queria saber como ela estava, queria dizer que estava preocupado, que sentia sua falta. Disse que precisava dela de volta e ela aceitou, sem pensar duas vezes... Na mesma hora ele pegou o carro e foi até ela. Os dois se abraçaram, se beijaram e fizeram amor louca e carinhosamente. Deitaram juntos e dormiram abraçados, perdidos um no colo do outro.

O sol incomodava um pouco os olhos de Elisa, que ainda dormia. A claridade tomava conta do banheiro... A água da banheira estava fria... O copo de vinho vazio estava caído perto dos sais de banho... O relógio despertou. Elisa tomou uma chuveirada rápida para acordar, colocou sua roupa, pegou sua pasta e foi trabalhar.

Palco da Vida

Você pode ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes, mas não se esqueça de que sua vida é a maior empresa do mundo.

E você pode evitar que ela vá à falência. Há muitoas pessoas que precisam, admiram e torcem por você.

Gostaria que você se lembrasse de que ser feliz não é ter um céu sem tempestade, caminhos sem acidentes, trabalhos sem fadigas, relacionamentos sem desilusões. Ser feliz é encontrar força no perdão, esperança nas batalhas, segurança no palco do medo, amor nos desencontros.

Ser feliz é encontrar força no perdão, esperança nas batalhas, segurança no palco do medo, amor nos desencontros.

Ser feliz não é apenas valorizar o sorriso, mas refletir sobre a tristeza.

Não é apenas comemorar o sucesso, mas aprender lições nos fracassos. Não é apenas ter júbilo nos aplausos, mas encontrar alegria no anonimato.

Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver, apesar de todos os problemas.

Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar e se tornar um autor da própria história. É atravessas desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma. É agradecer a Deus por cada manhã pelo milagre da vida.

Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos. É saber falar de si mesmo. É ter coragem para ouvir um "não". É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta. Ser feliz é deixar viver a criança livre, alegre e simples que mora dentro de cada um de nós. É ter maturidade para falar "eu errei". É ter ousadia para dizer "me perdoe" . É ter sensibilidade para expressar eu preciso "eu preciso de você". É ter capacidade de dizer "eu te amo". É ter humildade da receptividade. Desejo que a vida se torne um canteiro de oportunidades para você ser feliz...

E, quando você errar o caminho, recomece. Pois assim, você descobrirá que ser feliz não é ter uma vida perfeita. Mas usar as lágrimas para irrigar a tolerância. Usar as perdas para refinar a paciência. Usar as falhas para lapidar o prazer. Usar os obstáculos para abrir as janelas da inteligência.

Jamais desista de si mesmo. Jamais desista das pessoas que você ama. Jamais desista de ser feliz, pois a vida é um espetáculo imperdível, ainda que se apresentem dezenas de fatores a demonstrarem o contrário.

Pedras no caminho? Guardo todas, um dia vou construir um castelo...

(Fernando Pessoa)

Além da tela...

Madrugada... A fumaça espiralada do cigarro deixa o quarto frio enevoado... Já são quase três da manhã e o sono não vem... Letícia prepara um whisky cowboy e vira todo de uma vez só. A bebida desce queimando, mas pelo menos aplaca o frio cortante daquela noite...

Ela apaga o cigarro, senta na frente do computador para conferir seus emails, depois de prender seus longos cabelos castanhos. Novamente, não há nada de interessante na sua caixa de entrada: horóscopo, mala direta, spam, um milhão de mensagens pps que ela sequer se dá o trabalho de ler. Mas não há nenhuma notícia que ela gostaria de ler... Mais um dia e ele não dá notícias...

Já faz um tempo... Perdida em suas lágrimas, ela não tem mais noção de tempo... Aqueles quinze dias têm sido os mais longos de toda a sua vida... Ela tenta falar com ele, mas não o encontra na internet como encontrava antes... Ele não manda mais email, não se comunica com ela por mensagens, não atende mais o telefone... Quando atende, é aquela ligação rápida, a voz dele meio fria...

Havia alguns meses que haviam se conhecido pela internet. Em pouco tempo, ele passou a ser mais que parte da vida de Letícia: ele se tornou a sua própria vida.. Ela se divorciou para que ficassem juntos. Ela o amava mais que tudo e sabia que ele a amava além da vida... Mas ele era muito ciumento e ela era muito sociável com seus amigos. O fato de serem pessoas muito conhecidas os colocava em evidência e o amor dos dois deixava qualquer um com inveja... Logo se formou um exército para separá-los. E um exército vitorioso....

Letícia passou toda a madrugada perdida em seus pensamentos... O celular dele estava desligado... Ela coloca mais um whisky no copo... Dose dupla.. Cowboy.... Se arrasta até o banheiro, onde pega seus comprimidos para dormir. Na tela do computador, o email havia sido enviado. Ela se deita, toma os comprimidos... Todos eles. Engole com o whisky. Seu corpo cai inconsciente na cama. Então ela finalmente o vê chegando e encontra paz...

Atendendo a pedidos...

Esse poema foi escrito há um certo tempo, para uma pessoa que provavelmente nunca vai sair da minha memória, da minha mente...

Palavras, não acho...
Nenhum poema diz o que realmente penso...
Poeta algum jamais verbalizou a minha experiência...
Te amar é uma aventura única
E eu simplesmente não consigo traduzi-la em palavras...
Mas teu coração entende...
E quando fico sem jeito
Me engasgo e me atropelo
E te mando um cartão e flores...
É quando o beijo sai desengonçado
O abraço, meio mais ou menos
E o olhar envergonhado
Porque te amo e nem sempre sei como dizer...
Mas é bem nessa hora que eu já disse tudo!!
Te amar é uma aventura intraduzível!!
Simplesmente é bom demais...
Te amo do meu jeito imperfeito,
Mas te amo muito!!

Primeiro Post... Um post "furtado"... Risos

Esse blogger só existe pelo estímulo que uma pessoa muito especial me deu com seu talento fantástico, com sua capacidade enorme de colocar a minha vida nas palavras dele...



Amar....
Amar é ver o invisível através dos olhos, ouvir no silêncio de uma lágrima um pedido de ajuda;é acreditar no impossível, sonhar acordado, segurar o mundo na palma da mão;é ser você mesmo, nunca sendo o mesmo, perder o tempo e encontrar um instante;é sentir o intangível, é agarrar o vento com as mãos, é colher rosas e sangrar os dedos;é andar por entre abismos com as pontas dos pés, é voar sem asas, é ter asas para caminhar;é correr ao infinito, é parar diante de vanum furacão, é beber de uma água nunca vista;é percorrer vales encantados, é enxergar a alma através dos olhos, é ser simples;é confiar em uma lâmina afiada e apontada, é fugir dos próprios aliados, é lutar;é lutar desarmado, é armar quem nos conhece, é pedir a quem nos nega;é dar a quem não quer receber; é oferecer o que não sabemos que temos;é fantasiar a realidade, é tornar real o que nos faz fugir dela, é viver sem ar;é respirar com os sentimentos, é nadar até os quatro cantos, é cair por terra;é se render ao incerto, é aceitar a derrota, é derrotar você mesmo, é estar;é decifrar um sorriso, é perder a calma pelo sorriso, é sentir-se calmo diante de uma tempestade;Amar é lembrar você, é estar com você, é viver ao seu lado, é dividir o inquebrável, é sentir seu cheiro, é tocar sua mão; é você!

By Giovani Almeida

Obrigada pelo apoio, viu??

Bem vindos ao meu cantinho...
Aqui, um pouco de mim!
Sejam bem vindos e não esqueçam de comentar!!

"Às vezes se eu me distraio, se eu não me vigio um instante, me transporto pra perto de você... Já vi que não posso ficar tão solta: me vem logo aquele cheiro que passa de você pra mim num fluxo perfeito.... Enquanto você conversa e me beija, ao mesmo tempo, eu vejo as suas cores no seu olho tão de perto... Me balanço devagar, como quando você me embala... O ritmo rola fácil, parece que foi ensaiado...

Adoro essa sua cara de sono e o timbre da sua voz que fica me dizendo coisas tão malucas... E que quase me mata de rir quando tenta me convencer que eu só fiquei aqui porque nós dois somos iguais. Até parece que você já tinha o meu manual de instruções porque você decifra os meus sonhos, porque você sabe o que eu gosto e porque quando você me abraça o mundo gira devagar. E o tempo é só meu e ninguém registra a cena, de repente vira um filme todo em câmera lenta...

E eu acho que eu gosto mesmo de você, bem do jeito que você é...

Eu vou equalizar você numa freqüência que só a gente sabe... Eu te transformei nessa canção pra poder te gravar em mim...